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ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL

 
A PRESENÇA DE UM LÍDER
 
Por Ana Perwin Fraiman
 

Quando ele se apresenta é para dizer que "estamos todos aqui". Sua presença marca uma representação coletiva, que significa mais do que uma delegação. Trata-se de uma decisão unânime, que outorga ao líder o poder e a faculdade de nos fazer estar coletivamente presentes através de sua presença única.

Quanto mais legitimado, sua presença marca, não apenas um "estar presente", mas uma solene apresentação de força e poder. Não de sua força e poder, mas daqueles que o legitimam. Nós. A sua estatura refletirá a força e a confiança que é nossa e, por deliberação, lhe foi delegada, alçando-o em nível de nosso representante. Por isso é certo falar em poder, força e confiança do grupo e responsabilidade do líder, e não o contrário, embora o grupo deva ter a responsabilidade de escolher certo seus líderes e honrá-los, mesmo quando e se a escolha não tiver se revelado boa na prática.

Somente mediante o respeito total e absoluto a esses princípios é que a energia do grupo será redobrada e reforçada a cada nova escolha. Mesmo quando se escolhe um mesmo líder, o que vale é o processo da escolha, sem o qual nenhuma liderança pode ser legitimada.

À cada escolha prosseguimos "de força em força" e é assim que se cumpre uma missão. A fonte desta força renovada é a liberdade e o grau de consciência com que a executamos.

A natureza da liderança não muda. O que muda é a natureza do líder. Alguns, não marcam mais que a sua própria e insignificante presença, pois um líder não escolhido para ser eleito, é um líder sem qualquer legitimidade, alguém que representa sua própria capacidade de representar.
Aquele líder, no entanto, que reflete a conduta dos que são os seus legítimos eleitores, reflete, também, seus atributos mais elevados e presentes, pois tornam-se, todos, uma única parte integrante e integrativa de uma comunidade.

A questão da legitimidade se coloca, portanto, tanto para o líder, quanto para os liderados, pois se estes não tiverem maturidade e vontade de exercer o seu poder de escolha, a força do líder advirá de sua própria personalidade e caráter e não espelhará a vontade coletiva, a não ser por acaso e, como obra do acaso, igualmente sujeita ao caos.

Quando uma pessoa se identifica com o seu legítimo líder, que igualmente se identifica com seus liderados descobre, a partir de seu âmago, todo um potencial próprio a ser revelado e executado, a sua missão. E, tendo descoberto a sua própria missão, tem acesso irrestrito às suas próprias fontes inesgotáveis de força, de saber, de superação.

É isto que está na base do processo de motivação para transformar obstáculos em incentivos para a criação, bem como o início de uma longa aprendizagem para apreciar o imenso bem que a prática da missão introduz na alma pessoal e, desta, na vida coletiva.

 
 

 
 
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