As crianças e os jovens da atualidade estão cada dia mais exigentes com seus pais e educadores. Querem comprar mais, ser mais, ter mais, poder mais. Por outro lado, observamos uma crescente apatia e desinteresse pelo próprio amadurecimento, além de uma grande dificuldade de se tornarem responsáveis
por si mesmos, adquirindo a autonomia. Muitos jovens esperam que as coisas caiam de mãos beijadas e quando isto não acontece se tornam apáticos, ou agressivos com seus pais e educadores.
A moralidade pode ser ensinada, mas deve ser também almejada. O desafio em relação às crianças e adolescentes reside na motivação, na condução ao desejo de crescerem, tornarem-se autônomos e responsáveis pela própria vida. A cada dia aumentam os casos de depressão, ansiedade, anorexia, drogas e agressividade entre nossas crianças e adolescentes, com graves repercussões no meio escolar, tais como dificuldades de aprendizagem, motivação e concentração, além de questões disciplinares. Jovens com idade de se sustentarem ainda moram com seus pais e muitos nem buscam entrar em uma boa
universidade ao final do Ensino Médio. Isso sem falar dos que entram na universidade e desistem nos primeiros meses, diante das primeiras dificuldades. Há uma imensa dificuldade na transição para uma vida adulta autônoma, auto-responsável.
Neste evento, as situações mais simples do cotidiano social e familiar são analisadas para auxiliar os pais e educadores e formarem um contexto no qual as crianças e os adolescentes percebam-se como parte de um elo de responsabilidades, que devem ser passo-a-passo incluídas em seu cotidiano e não como ditadores dentro de sua própria casa ou na escola. A proposta é formar uma visão de compromisso: com o outro, com a vida, com a dignidade.
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